Atum é Remoso? | Dieta e Cicatrização | Veja!

atum é remoso

Será que atum é remoso? Atrapalha ou não a cicatrização? Essas dúvidas são mais comuns do que pensamos.

A cultura brasileira é repleta de termos ligados à sabedoria popular, por exemplo, remoso ou reimoso.

A palavra define alimentos que geram coceira, inflamação e atrapalham o processo de cicatrização.

Vários estudos foram feitos no intuito de entender o assunto. Segundo uma pesquisa da UFG, Universidade Federal de Goiás. Remoso pode ser entendido como uma particularidade do alimento capaz de provocar reações adversas.

Em geral, os alimentos assim classificados, são ricos em gorduras e proteínas, por exemplo o camarão, a carne de porco e o ovo.

Atum é remoso? Atrapalha ou não a cicatrização?

O atum não é remoso ou atrapalha a cicatrização da pele, ele contém substâncias que ajudam no processo de cicatrização.

Este peixe é fonte de ômega 3, um conjunto de ácidos graxos poli-insaturados que possuem ação anti-inflamatória.

Embora a inflamação faça parte do processo de cicatrização, quando persiste por mais tempo que o necessário acaba atrapalhando.

As gorduras ômega 3 têm um papel importante na redução da produção de substâncias que estimulam a inflamação no corpo.

Estudos mostram os benefícios do ômega 3 no combate da inflamação e doenças relacionadas. (1)

O atum é rico em proteínas

O atum é fonte de proteínas as quais são importantes na cicatrização da pele.

Um aporte de proteínas é essencial na cicatrização, pois o nutriente participa em todas as fases do processo cicatricial.

As pesquisas apontam que as deficiências nutricionais, incluindo as de proteínas, atrasam o processo de cicatrização. (2)

Sendo assim, é preciso colocar no cardápio alimentos ricos em proteínas magras e associar com vegetais e alimentos integrais.

Segundo a tabela TACO – NEPA/Unicamp, em 100 gramas de atum há 25,7 gramas de proteínas e zero carboidratos.

É fonte de vitaminas e minerais

O atum contém vitaminas B6, B3. B12 e minerais como zinco, fósforo, selênio, cálcio e potássio. Estes nutrientes são essenciais para uma boa cicatrização.

Por exemplo, o selênio é pouco encontrado em alimentos de origem vegetal, porém o atum é uma excelente fonte.

O selênio tem ação antioxidante e ajuda no sistema imunológico. Estudos também apontam que o mineral tem um papel anti-inflamatório.

O atum causa alergia?

Os peixes e frutos-do-mar são potenciais causadores de alergia. Porém nem todos precisam se preocupar.

A alergia acontece quando o organismo reconhece uma substância no alimento como prejudicial, mesmo não sendo.

Essa ameaça ativa as defesas naturais do corpo e geram sintomas como irritação na pele, coceira, rubor, inchaço, falta de ar e tontura.

No entanto, isso só ocorre em pessoas geneticamente predispostas, se o atum faz parte da sua dieta e nunca provocou as reações adversas citadas, este não é o seu caso.

Atum pode causar intoxicação?

O atum é rico num composto chamado histamina e pode levar a uma intoxicação.

Se o atum estragou, o crescimento de bactérias faz o conteúdo de histamina no peixe aumentar e a probabilidade de toxicidade.

Portanto, é preciso confirmar se o pescado está em perfeitas condições para o consumo e nunca ingerir estragado.

Os sintomas de toxicidade por histamina são iguais aos da alergia e ocorrem entre 5 minutos a 2 horas após a ingestão.

Atum x mercúrio

O mercúrio está naturalmente na superfície da terra. Mas as atividades humanas são as principais causas de emissão do metal e poluição dos oceanos.

Infelizmente, o atum e outros pescados estão passíveis de contaminação.

Segundo o Departamento de Proteção Ambiental dos USA. Os peixes com maior teor de mercúrio são. Agulha, tubarão e peixe-espada. (3)

Já o atum pode conter o metal, mas em menor quantidade que as espécies anteriores.

Considerações finais

O atum não é remoso e tem nutrientes que ajudam na cicatrização. Porém não deve ser ingerido por pessoas alérgicas ou intolerantes.

Ao mesmo tempo, fatores como a qualidade do peixe e possíveis contaminações devem ser considerados.

Além disso, o peixe fresco tem menos sódio que o enlatado. Sendo mais saudável para quem tem doenças renais ou cardiovasculares.

Por fim, busque conversar com o seu nutricionista sobre os melhores alimentos para sua dieta.


Revisão Marianne Rocha Nutricionista

Mestra em Ciências – FSP/USP Pós-graduanda em Nutrição Esportiva – CEFIT

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Fontes;

  • http://www.sbpcnet.org.br/livro/63ra/conpeex/pivic/trabalhos/JOSE%20NEIVA%20MESQUITA%20NTO.pdf
  • http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302013000300003
  • http://www.dan.unb.br/images/pdf/anuario_antropologico/Separatas1977/anuario77_raymundomaues.pdf
  • https://unites.uqam.ca/gmf/caruso/doc/pdf/TCC_mauro.pdf
  • pescados