Macaxeira é Remoso? | Mecontaaqui.com.br | Veja!

Este é um dos alimentos mais consumidos em nosso país, seja na forma de farinha, polvilho, tapioca ou em outras preparações típicas. No entanto, muitos tem dúvida se macaxeira é remoso ou não.

Neste artigo, vamos entender melhor o que são os alimentos remosos, e se de fato a macaxeira se encaixa ou não na categoria.

Afinal, de onde vem o termo remoso?

Remoso ou reimoso, de acordo com o dicionário, é algo que tem reima, capaz de provocar uma reação adversa no consumidor.

Acredita-se que a ingestão do alimento remoso, pode inflamar um ferimento e atrapalhar no processo de cicatrização da pele.

Em geral, os alimentos classificados assim, são a carne de porco, peixes sem escamas e também crustáceos.

Contudo, a classificação popular sobre esses itens, não atende ao rigor científico, sendo então condizente apenas a sabedoria popular.

Todavia, muitos denominados como remosos, são entendidos pela ciência, como alimentos com alto potencial alergênico, como no caso do camarão.

Enfim, macaxeira é remoso ou não?

Para quem fez cirurgia ou tatuagem, é normal ser advertido para não consumir um alimento remoso. 

Afinal, ninguém deseja que algo atrapalhe a cicatrização da pele, não é mesmo?

Felizmente, vários estudos científicos demonstram quais propriedades cada alimento tem e seus efeitos no corpo.

E no caso da macaxeira, o alimento está longe de ser considerado um vilão da cicatrização ou remoso.

A macaxeira possui várias substâncias que atuam positivamente no processo de cicatrização da pele, como as saponinas polifenóis.

De acordo com estudos divulgados pela UFSJ, Universidade Federal de São João del-Rei.

As saponinas e os polifenóis, são substâncias bioativas que apresentam atividade cicatrizante, anti-inflamatória e antimicrobiana. (1)

Além disso, a macaxeira é fonte de vitamina C, também chamado de ácido ascórbico, um nutriente excelente para a cicatrização.

Pesquisadores da Universidade de Leicester e do IBMC do Porto, realizaram estudos que comprovaram que a vitamina C ajuda na cicatrização de ferimentos. (2)

Além da ação regeneradora da pele, foi relatado no estudo que o nutriente também apresentou atividade antioxidante e protetora das células da pele.

A macaxeira é fonte de proteína que ajuda na cicatrização

Para quem fez cirurgia ou mesmo uma tatuagem, é essencial consumir alimentos com proteína.

Embora as melhores fontes do nutriente sejam os ovos e as carnes, a cada 100 gramas de macaxeira, contém 1,4 g de proteínas.

De acordo com o centro médico acadêmico da Universidade de Michigan nos Estados Unidos, as proteínas são fundamentais para cicatrização da pele.

Além disso, o nutriente possui diversas funções, como ajudar no combate a infecções, transporte de oxigênio e fornecer energia ao corpo.

Contudo, um dos principais benefícios da proteína, é mesmo para aqueles em processo de cicatrização.

As proteínas quando ingeridas, se transformam em substâncias que ajudam na reconstrução da pele e músculos que foram lesionados.

A macaxeira é fonte de carboidratos, fibras e muito mais, porém evite a fritura.

Os carboidratos são compostos que estão presentes na macaxeira e fornecem energia para cicatrização da pele, diz a nutricionista Tarcila Ferraz de Campos.

Contudo, o ideal é não consumir o alimento preparado frito, já que a fritura piora o processo de cicatrização, adverte a especialista.

O mesmo efeito, tem os alimentos processados e aqueles com elevado teor de açúcar e gorduras saturadas, pois são inflamatórios.

As fontes de carboidratos para incluir na dieta para uma boa cicatrização, são o arroz, batata, mandioca, mandioquinha, aveia, milho e quinoa.

A melhor forma de preparar esses itens, é grelhar ou mesmo cozinhar, visto que a fritura é prejudicial.

Além disso, a macaxeira, tem pouca gordura, é fonte de ferro, fósforo, cálcio, e muitas fibras alimentares que garantem a saúde intestinal.

Inclusive, ter uma alimentação saudável e balanceada, ajuda a fornecer os nutrientes necessários para a cicatrização.

Alimentos como atum, salmão e sardinha, ajudam no combate a inflamação, isso porque são fontes de ácidos graxos, ômega 3que dentre os seus benefícios, está a ação anti-inflamatória.

Todavia, antes de incluir qualquer alimento em sua dieta, é recomendado consultar o seu médico e nutricionista, pois cada pessoa tem necessidades individuais.

Quando a macaxeira pode ser remoso e assim prejudicial?

A macaxeira assim como qualquer alimento pode causar alergia, porém tudo depende do organismo do consumidor.

Um alimento remoso, é também por vezes visto como um alimento alergênico, capaz de provocar vários sintomas, alguns são;

  • Coceira
  • Vermelhidão na pele
  • Falta de ar
  • Dores de estômago
  • Inchaço na pele
  • Diarreia
  • Erupções cutâneas

Caso após a ingestão da macaxeira, apresente quaisquer dos sintomas mencionados, procure imediatamente ajuda médica.

Entretanto, é importante ressaltar, que um alimento pode causar alergia para um, e ser inofensivo para outro.

De modo que, a macaxeira só é prejudicial para quem é alérgico, intolerante ou sensível ao tubérculo.

Já para pessoas com doença celíaca, a macaxeira é livre de glúten, por isso pode ser inserida na dieta.

Contudo, é fundamental o consumidor estar ciente de outros cuidados sobre a macaxeira, a qual pelo tipo mais comum, é denominada mansa ou brava.

Esta última, não deve ser consumida, devido ao seu elevado nível de toxicidade por um composto chamado cianeto de hidrogênio.

Já a macaxeira mansa, também possui a toxina, mas em menor quantidade, portanto é fundamental consumir o alimento bem cozido.

Hoje em nosso artigo, vimos que alguns fatores devem ser considerados antes de afirmar se a macaxeira é ou não remoso.

Esperamos que as informações aqui disponibilizadas, tenham ajudado a sanar a sua dúvida.

Todas as fontes utilizadas na matéria, estão no final deste artigo, nós vamos ficando por aqui e até a próxima.

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Fonte:

  • https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/673682/1/ComTec17.pdf
  • https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/aaai_vol_2_n_01_a05__7_.pdf