Milho é Remoso? | Entenda mais sobre o alimento.

O milho é bom demais! Afinal, ele é à base de pratos típicos como polenta, cuscuz, bolo, pamonha e por aí vai, mas será que é remoso?

Hoje vamos explorar o assunto e saber se o milho atrapalha ou não a cicatrização da pele. Mas antes, vamos entender o que são os alimentos remosos?

Conhecendo o alimento remoso

Remoso é um termo popular associado ao alimento o qual a ingestão pode dificultar o processo de cicatrização. Ele pode gerar reações como coceira e inflamação na pele.

Segundo um estudo feito pela Universidade Federal de Goiás, trata-se de uma característica que torna o alimento “ofensivo” em certos estados do organismo.

Dessa forma, o consumo é contraindicado no período de cicatrização, como pós-operatório, machucado, tatuagem ou piercing.

Os alimentos vistos como remosos são a carne de porco, camarão, lagosta e caranguejo. Pois contêm substâncias inflamatórias que podem atrapalhar o processo de cicatrização da pele.

Afinal, milho cozido é remoso?

As reações alérgicas devido ao consumo do milho só ocorrem em determinadas pessoas, alérgicos ou intolerantes, isto é, o milho não é remoso para o público em geral.

Na verdade, esse alimento como parte de uma dieta balanceada pode ser um forte aliado no processo de cicatrização.

Isso porque ele é fonte de nutrientes que fazem bem para a pele, como as vitaminas A, B, E, K, além de carboidratos, minerais e proteínas que são importantes para a cicatrização.

Contudo, os derivados de milho como cereais matinais, doces e salgadinhos de pacote, precisam ser ingeridos com moderação. Pois são ricos em açúcar, gorduras saturadas e sódio.

Portanto, antes e depois de uma cirurgia ou tatuagem, é mais saudável consumir o milho in natura, sem nenhum processamento industrial.

Este alimento pode ser preparado cozido, assado ou em preparações como mingau, pamonha, saladas e assim aproveitar os seus nutrientes.

Quando o milho provoca alergia?

A alergia ao milho pode ocorrer quando o sistema imunológico identifica como inimigo as proteínas no cereal ou derivados, e assim ativa as defesas naturais do corpo.

Os sintomas da alergia alimentar ocorrem logo após a ingestão do alimento. Sendo necessário buscar imediatamente ajuda médica, os sinais mais comuns da condição são os seguintes;

  • Coceira
  • Falta de ar
  • Náuseas 
  • Caroços vermelhos na pele
  • Tontura
  • Dor abdominal
  • E inchaço sob a pele

Segundo a ASBAI, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a maior incidência de reações alérgicas por alimentos ocorre em crianças com menos de 3 anos de idade, acometendo cerca de 6% a 8% nessa faixa etária.

No entanto, a associação destaca que a prevalência em adultos é bem menor, atingindo entre 2% a 3% da população.

A predisposição genética está entre as principais causas. As pesquisas apontam que entre 50% a 70% dos alérgicos possuem algum familiar com a mesma condição.

Contudo, somente um médico especializado pode determinar qual o tipo e o nível da alergia ao milho, utilizando testes específicos.

O milho contém glúten?

O milho in natura não contém glúten e pode ser uma alternativa na dieta de pessoas com doença celíaca. Uma outra condição que também gera uma reação exagerada do sistema imunológico.

A doença celíaca está relacionada a uma reação imunológica à ingestão de glúten, uma proteína encontrada sobretudo no trigo, na cevada e no centeio.

Conheça os benefícios do milho para o seu corpo

O milho verde é fonte de vitamina C, o nutriente possui ação antioxidante e anti-inflamatória, ainda atua na produção de colágeno.

Além disso, o alimento é fonte de minerais que são importantes no processo cicatricial, dentre os quais estão presentes;

  • Ferro
  • Magnésio
  • Fósforo
  • Selênio
  • Cobre
  • Zinco
  • Potássio

Fonte de proteínas e gorduras boas

Em100 g de milho há cerca de 3.27 gramas de proteínas, sendo importante o consumo do nutriente durante o processo de cicatrização.

Entretanto, as melhores fontes de proteínas são os alimentos de origem animal, como carnes, queijo, leite, iogurtes e o ovo.

O milho ainda é fonte de aminoácidos como a glicina e prolina. Esses compostos atuam na produção de colágeno favorecendo na cicatrização e firmeza da pele.

Já a maior parte das gorduras no cereal são monoinsaturadas e poliinsaturadas, ambas saudáveis ​​para o coração, pois reduzem o colesterol ruim. (LDL)

Dieta e inflamação

Hoje falamos se o milho é remoso e como podemos nos beneficiar no consumo desse alimento tão saudável e acessível. Mas sabia que também existem alimentos considerados inflamatórios?

Segundo um artigo científico publicado pela Dra. Janice Kiecolt–Glaser, professora e diretora do Instituto de Pesquisa em Medicina Comportamental do Estado de Ohio nos EUA, certos alimentos promovem a inflamação no corpo.

Os alimentos inflamatórios são pobres em nutrientes e compostos por farinha refinada, muito açúcar ou gorduras saturadas.

Por outro lado, as frutas, legumes e hortaliças contêm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que ajudam a combater a inflamação no organismo.

Sendo assim, é essencial ter na dieta, alimentos integrais, frutas, vegetais e limitar as frituras e embutidos como salame, mortadela e salsicha.

Todavia, antes de tirar ou inserir quaisquer alimentos em sua dieta, é indicado consultar o seu médico e nutricionista. Pois eles são responsáveis por avaliar as suas necessidades nutricionais e condição de saúde.


Revisão Marianne Rocha Nutricionista

Mestra em Ciências – FSP/USP Pós-graduanda em Nutrição Esportiva – CEFIT

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Fontes:

  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2868080/
  • https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2213453018301009
  • http://aaai-asbai.org.br/
  • https://www.verywellfit.com/corn-facts-content-calories-and-health-benefits-4116932
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