Peixe é Remoso? | Quais Espécies? Veja a lista e Cuidados!

Por conta da crença sobre os alimentos remosos, os quais estão associados por prejudicar processos de cicatrização e desencadeando inflamações, muitas pessoas se perguntam se peixe é remoso.

Esse tipo de dúvida é comum, principalmente por causa da cultura popular, que acaba englobando muitas espécies como remosas.

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No entanto, não são todos os peixes que podem gerar problemas com inflamação ou agravamentos de feridas cirúrgicas em seres humanos.

É preciso levar em consideração, inúmeras variáveis que podem ou não contribuir para que o peixe seja prejudicial.

E nesse artigo, vamos explicar o que é um peixe remoso, bem como quais fatores podem tornar esse tipo de alimento perigoso à saúde. Confira!!!

O que é um peixe remoso?

Alimentos remosos são aqueles que, por conta de substâncias na composição, aumentam a quantidade de processos inflamatórios do organismo, principalmente da pele.

Eles também estão relacionados por comprometer a cicatrização do corpo, e podem gerar uma série de reações alérgicas no consumidor.

De acordo com o artigo “Tabus alimentares em medicina: uma hipótese para fisiopatologia referente aos alimentos remosos.” Esses alimentos possuem algumas características em comum, como o fato de serem de proteína animal.

É importante saber que remoso, não é um termo científico, mas uma expressão popular usada para classificar um alimento que tem reima, faz mal ao sangue.

No caso dos peixes, por conta da cultura popular, muita gente acaba generalizando as espécies. Mas, não são todas consideradas como prejudiciais.

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Na maioria dos casos, as espécies interpretadas como remosas, são peixes que não possuem escamas, podendo ser cobertos com cartilaginosas, formações ósseas ou couro (conhecidos como peixe de couro)

No entanto, por se tratar de conhecimento popular, a compreensão do pescado que é considerado como remoso, muda de acordo com cada região, espécie do peixe, conservação e o estado físico do consumidor.

Em geral, o tabu acerca de um alimento que tem reima, está direcionado à mulheres menstruadas, pós-parto e indivíduos com ferimentos.

Entretanto, em várias regiões em nosso país, os peixes que possuem escamas são relatados como saudáveis e liberados para o consumo.

Uma das razões, é que as escamas criam uma camada de proteção que impede de vários agentes maléficos, como as bactérias e metais pesados de invadirem o corpo desses animais.

Inclusive, existem vários peixes que são considerados remosos pela cultura popular, mas que, na verdade são seguros para o público em geral. Entre eles podemos citar:

  • Brotea;
  • Arenque;
  • Anchova;
  • Atum;
  • Barbado;
  • Bacalhau;
  • Garoupa;
  • Cavala;
  • Cavalinha;
  • Gordinho;
  • Linguado;
  • Cherne;
  • Corvina;
  • Manjuba;
  • Merluza;
  • Mero;
  • Namorado;
  • Pescada:
  • Robalo;
  • Salmão;
  • Salmonete;
  • Sardinha inteira fresca;
  • Taínha;
  • Cará;
  • Carpa;
  • Corimbatá;
  • Dourado;
  • Lambari;
  • Manjuba;
  • Tilápia;
  • Traíra;

Lista de peixes considerados remosos

Como você pode ver acima, diversos fatores influenciam no modo que a cultura popular define ou não como um peixe remoso.

Sendo assim, é importante ressaltar que os animais do gênero aqui listados, são classificados somente com base nos saberes tradicionais do povo.

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  • Bagre;
  • Boto;
  • Pintado (surubim ou surubim-pintado);
  • Anjo;
  • Arraiá;
  • Filhote;
  • Peixe-serra;
  • Baleia;
  • Cação;
  • Caçonete;
  • Espada;
  • Moréia;
  • Machote;
  • Tubarão;
  • Viola;

É verdade que peixe é remoso para inflamação?

É comum, de quem fez cirurgia ou tatuagem, preocupar se algum alimento pode inflamar o ferimento e atrapalhar a cicatrização da pele.

Embora os mais antigos afirmam que certos peixes devem ficar de fora do cardápio, especialmente de quem tem ferimentos na pele.

É necessário esclarecer, que para o público em geral, não há contraindicação médica no consumo de peixes, após cirurgia ou tatuagem.

A contraindicação só existe, quando o paciente é alérgico ou intolerante à quaisquer substâncias nesses pescados, o que torna a restrição algo bastante individual.

Quando consideradas as condições de saúde de cada um, inclusive, o consumo de peixes poderá ser benéfico, e trazer uma boa nutrição ao consumidor.

No caso de espécies como atum, sardinha, salmão e arenque, são indicados na dieta pós-operatória ou tatuagem, pois são fontes de proteínas e ácidos graxos ômega 3.

Os ômega 3. são gorduras boas, as quais vários estudos apontam ter efeito anti-inflamatório no corpo.

Já o consumo de proteínas, é muito importante para a cicatrização da pele, pois o nutriente participa diretamente no processo.

Com isso, a dieta adequada pode ajudar diretamente na cicatrização e também no desenvolvimento de uma nova pele.

Contudo, é necessário tomar cuidado com o modo de preparo do alimento, pois o alimento pode adquirir substâncias que o tornam inflamatório.

É o caso da fritura, uma vez que por meio desse processo, o alimento fica menos saudável, por isso, é recomendado o cozimento.

Fatores que tornam os peixes impróprios para o consumo

A principal condição que a cultura popular determina como remoso, ou improprio para o consumo, é se o peixe possui ou não escamas.

No entanto, para saber os verdadeiros fatores que levam o pescado ser prejudicial à saúde, é necessário ouvir o que a ciência diz a respeito.

Alguns estudos têm comprovado fatores que podem comprometer a saúde do peixe, e consequentemente a do ser humano que o consome.

Um artigo intitulado Fatores Estressantes em Peixes, publicado na revista eletrônica Nutritime, analisou alguns fatores.

Em criatórios inadequados, é possível desencadear quadros de estresse graves nos animais, ao ponto de comprometer a saúde deles.

Nesse estudo, fatores como o transporte e manuseio, bem como a baixa qualidade da água e contaminantes, podem desencadear uma série de problemas nos peixes.

Entre eles, está o fato dos animais ficarem mais estressados e consequentemente com a saúde debilitada.

E por conta disso, acabam mais suscetíveis a contaminações infecciosas, que conseguem ultrapassar as barreiras naturais do corpo, como a pele e o epitélio das membranas.

Com isso, é possível afirmar que peixes criados em condições inadequadas, como tanques sobrecarregados ou logística de transporte estressante, pode tornar esses animais impróprios para o consumo.

Além disso, outro fator que estudos já mostraram, é que muitos peixes acabam se tornando maléficos à saúde, por conta de contaminações por metais pesados.

Infelizmente, devido ao descuido humano e a poluição, cada vez se torna mais comum encontrar metais pesados como chumbo, cobre e mercúrio nas águas.

Com isso, os peixes acabam contaminados e consequentemente contaminam os seres humanos com essas toxinas.

Além disso, o tempo e a temperatura de estocagem nos estabelecimentos, a falta de higiene nos equipamentos e manuseio dos peixes, também pode comprometer a qualidade.

Portanto, é fundamental conhecer a procedência do pescado e buscar mercados ou peixarias com alta qualidade higiênico-sanitária.