Pimenta é Remoso? | Mecontaaqui.com.br | Confira!

Uma dúvida comum é se algum alimento pode ou não atrapalhar na cicatrização da pele. Hoje vamos falar da pimenta, uma especiaria tradicional em nossa culinária, mas que muitos acreditam ser remoso.

Remoso é um termo popular para definir alimentos os quais devem ficar de fora da dieta em várias condições, as mais comuns são machucado, pós-cirurgia ou mesmo tatuagem.

A razão, é que a ingestão poderia inflamar o ferimento e assim atrapalhar o processo de cicatrização.

 Afinal, a pimenta é um alimento remoso ?

A pimenta não deve ingerida por pessoas alérgicas ou intolerantes à quaisquer substâncias nesse alimento. O mesmo vale em certas condições de saúde.

Pessoas que apresentam quadro de gastrite ou refluxo não é recomendado o consumo de alimentos ácidos ou picantes.

A pimenta pode causar alergia na pele?

Qualquer alimento pode ser portador de alguma substância que poderá ser prejudicial à certos indivíduos que sejam intolerantes ou mesmo alérgicos à essa.

No caso da intolerância alimentar, de modo resumido, é quando o corpo tem dificuldade para digerir determinadas substâncias nos alimentos e com isso gera sintomas que vão desde coceira, dor no abdômen, vômito e até diarreia.

Já na alergia alimentar, o seu sistema imunológico deve identificar erroneamente uma substância específica no alimento como algo prejudicial, causando assim várias reações. Num indivíduo alérgico, vários sintomas podem ocorrer, como por exemplo;

  • Coceira e vermelhidão na pele
  • Urticária
  • Prurido
  • Inchaço
  • Constipação intestinal
  • Dificuldade em respirar
  • Vômito, diarreia

Por essa razão, antes da ingestão de qualquer alimento, inclusive, pimentas, o consumidor deve estar ciente se anteriormente o consumo causou quaisquer sintomas.

No caso de dúvidas, é possível com acompanhamento médico realizar testes para identificação de alergias ou intolerâncias alimentares. A consulta de um médico ou alergista é fundamental se tiver sintomas de alergia ou intolerância alimentar.

Estudo mostra que a capsaicina tem ação anti-inflamatória.

Você deve concordar que muita gente acredita que pimentas são alimentos inflamatórios, não é mesmo? Talvez o conceito venha pelo sabor picante e quente que logo é associado à algo inflamado.

No entanto, um estudo sobre esse alimento sugere o oposto. Pimentas do gênero capsicum, são conhecidas desde o início da civilização e fazem parte da dieta humana a cerca de 7500 aC.

O gênero Capsicum, é composto por cerca de 22 espécies silvestres, a exemplo, ( C. annuum, C. baccatum, C. chinense, C. frutescens e C. pubescens ) cinco espécies domesticadas.

Embora, a espécie Capsicum frutescens L, que inclui a malagueta e -tabasco, seja prejudicial em condições como problemas estomacais, intestinais ou mesmo nos rins, tem sido nela observado efeitos anti-inflamatórios.

Um estudo realizado para investigar a propriedade anti-inflamatória da substância capsaicina presente na pimenta, utilizou os seguintes métodos. (1)

Camundongos adultos foram selecionados aleatoriamente em 5 grupos, dos quais cada um continha 10 animais. A inflamação aguda foi induzida na pata traseira dos roedores e em seguida foram realizados os seguintes tratamentos.

O grupo (A) foi tratado com água destilada, (B) tratados com diclofenaco (um anti-inflamatório), (C) tratados com extrato de acetato de etilo de Capsicum frutescens, (D) tratados com capsaicina e (E) não tratados.

Após várias analises, o estudo concluiu que o grupo de camundongos tratados com capsaicina em ambas as formas (CFE e CPF), produziu efeitos anti-inflamatórios que foram comparáveis ​​ao diclofenaco no modelo experimental de ratos.

Pode-se concluir com esse estudo, que a capsaicina possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias dependente da dose, que é comparável à redução da inflamação produzida por anti-inflamatório como diclofenaco.

Desde modo, entende-se que a capsaicina pode apresentar como um agente analgésico e anti-inflamatório alternativo, quando os agentes atuais são contraindicados ou não são adequados. Contudo, o mecanismo de sua ação em condições inflamatórias, precisa de mais investigações.