Repolho é Remoso? | Mecontaaqui.com.br

Em geral, quem fez tatuagem ou cirurgia tem dúvidas sobre alimentação, uma delas, é se algum alimento pode ou não atrapalhar no processo de cicatrização da pele.

Os alimentos vistos como prejudiciais para a cicatrização, são popularmente chamados de remosos, porém será que também o repolho é remoso?

Hoje você vai entender mais sobre o assunto e saber se o repolho é ou não o vilão nessa história. Para isso, trouxemos várias informações sobre o vegetal.

Sobre o repolho

Sem dúvida, o repolho é uma das hortaliças mais presentes na mesa dos brasileiros, na culinária, se mostra versátil, sendo consumido tanto cozido como cru em saladas.

Do ponto de vista nutricional, o repolho é excelente, pois carrega nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo.

Inclusive, o alimento pode ser um aliado na dieta daqueles que buscam a perda de peso, pois o vegetal também é baixo em calorias!

Uma curiosidade, é que o repolho, a couve-flor e o brócolis, possuem uma certa ligação, isso porque esses vegetais pertencem à mesma família, a Brassicaceae

Conhecendo os alimentos remosos

Por vezes, os hábitos alimentares da nossa população estão envolvidos em tabus e crenças.

Por exemplo, proibições e permissões de alimentos de acordo com o estado de saúde de quem o consome.

Na cultura popular, os alimentos podem ser classificados como, reimoso, quente ou frio, forte ou fraco. Cada termo define como o alimento interfere no organismo do consumidor.

A compreensão popular de que certos alimentos são ofensivos ao organismo, é em estados físicos de fragilidade, como no resguardo, pós cirurgia, enfermidades, machucados ou durante a menstruação.

No caso dos alimentos remosos, a ingestão em tais condições, causaria reações como, coceira, inflamação ou retardar o processo de cicatrização da pele.

O repolho também está envolvido em proibições, em algumas regiões do nosso país, a hortaliça é classificada como um alimento “quente.”

A classificação não se referi a temperatura do vegetal, e sim porque o alimento é considerado ofensivo ao aparelho digestivo.

Outra crença sobre o repolho, é que no pós-parto, a mulher não pode consumi-lo ou mesmo a couve-flor, pois podem produzir reações como inflamação, corrimento e febre.

No entanto, é importante enfatizar, que essas são apenas crendices populares, sem qualquer embasamento científico.

Afinal, o repolho é remoso ou não?

De acordo com o clínico geral, Dr. Alejandro Martinez, o repolho não prejudica a cicatrização de forma alguma e nem afetará sua recuperação.

Vegetais crucíferos como o repolho, são ricos em propriedades com ação antioxidante, cicatrizante e anti-inflamatória, graças as vitaminas, K, A, C, E, e aminoácidos como glutamina e polifenóis.

Estes compostos no repolho ajudam na cicatrização da pele e ainda trazem vários outros benefícios para à saúde.

Desta forma, devido as substâncias benéficas para a cicatrização, é errado pensar que o repolho é remoso.

Contudo, é importante destacar que esse vegetal é um alimento é fermentativo.

Os alimentos fermentativos podem provocar episódios de gases intestinais, flatulência e desconforto abdominal.

Vale registrar que o repolho não deve ser consumido por alérgicos ao alimento, seja em quaisquer condições.

Sendo assim, quando considerado esses fatores, a ingestão do repolho não é vetada na dieta pós-operatório.

Também busque conversar com seu médico e nutricionista sobre os alimentos adequados para sua dieta.

Veja uma lista de alimentos que ajudam na cicatrização da pele

Seja por uma simples tatuagem ou mesmo cirurgia, a nutrição adequada favorece não apenas na cicatrização do ferimento, mas também na recuperação como um todo.

Por isso, no pós-operatório é importante seguir um cardápio específico geralmente prescrito por seu médico ou nutricionista.

Embora a dieta seja algo bastante individual, alimentos ricos em vitamina k são benéficos.

O nutriente atua no processo de coagulação do sangue formando a protrombina e outros fatores de coagulação, evitando assim hemorragias.

Em geral, essa vitamina é encontrada em alimentos como o fígado, alface, repolho, cereais, brócolis e laticínios.

Já a vitamina C, favorece a resistência a infecções através da atividade de leucócitos, e participa da formação de colágeno, a proteína mais abundante na pele, contribuindo para a cicatrização de feridas, fraturas e contusões.

Você pode consumir a vitamina C através de várias frutas, como por exemplo,

  • Acerola
  • Laranja
  • Limão
  • Tangerina
  • Goiaba
  • Kiwi
  • Morango
  • Caju
  • E egoji berry

Agora é hora de incluir na sua dieta a vitamina A, um outro antioxidante fundamental que contribui para a manutenção, crescimento e reparação de membranas mucosas, pele e outros tecidos.

Inclusive, saiba que o nutriente favorece a resistência contra infecções e auxilia no controle da resposta inflamatória.

Mas onde encontrar a vitamina A? Bem, você pode obter esse nutriente consumindo qualquer um destes saborosos alimentos, os quais podemos citar,

  • Mamão
  • Fígado
  • Repolho
  • Cenoura
  • Espinafre
  • Manga
  • Brócolis
  • Abóbora
  • Leite
  • Queijo
  • E gema de ovo

Por último, é importante consumir alimentos ricos em zinco. Este mineral ajuda o corpo a sintetizar proteínas e desenvolver o colágeno, tornando-o um importante aliado para a cicatrização de feridas.

O zinco está em maior porção em alimentos como a carne bovina, peixes ou aves, grãos integrais, ovos, espinafre, castanhas, tubérculos e cogumelo.

Todavia é importante não fazer qualquer alteração em sua dieta sem acompanhamento, avaliação e prescrição de seu médico e nutricionista. Esperamos que tenham gostado da matéria, e até a próxima.


Revisão Marianne Rocha Nutricionista

Mestra em Ciências – FSP/USP Pós-graduanda em Nutrição Esportiva – CEFIT

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Fontes:

  • https://www.scielosp.org/article/rsp/1989.v23n6/455-464/
  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-22012017000100206&script=sci_arttext&tlng=pt
  • https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-67202007000100010&script=sci_arttext
  • https://revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/1260
  • https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/11861/1/maio_tv_culinaria_2013.pdf