Remoso é uma expressão que indica alimentos que podem gerar reações no organismo, devido a sua resistência imunológica.

O tema envolve vários alimentos, mas muitos questionam se também a sardinha é remoso.

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Para saber se o peixe é ou não prejudicial, trouxemos várias informações relacionadas as propriedades do alimento e seus efeitos no corpo.

Contudo, para sabermos a resposta, antes é necessário entender o conceito popular da reima.

 

O que seriam os alimentos remosos?

Falando de um modo resumido, um alimento classificado como remoso, é conhecido por provocar inflamação, coceira e dificultar a cicatrização da pele.

Portanto, deveria ser evitado na dieta de quem fez cirurgia, tatuagem ou tem algum machucado.

No entanto, o conceito de remoso, não possui embasamento científico, sendo então, algo condizente a sabedoria dos antigos.

Por não possuir fundamento na ciência, não há também uma lista oficial com os alimentos que sejam remosos.

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O que a cultura popular tem como remoso, em sua grande maioria são alimentos de origem animal, como camarão, caranguejo e a carne de porco.

A ciência entende que esses alimentos são potenciais causadores de alergia alimentar, mas somente são capazes de gerar reações em determinadas pessoas.

Afinal, a sardinha é remoso?

A sardinha possui vários nutrientes, mas seu destaque são as gorduras ômega 3, as quais possuem ação anti-inflamatória e assim contribuem para o aceleramento da cicatrização.

Os alimentos ricos em omega 3 são benéficos porque contribuem na redução da inflamação o que facilitam a cicatrização da pele.

De acordo com um estudo publicado no portal de saúde americano Mayo Clinic, os ácidos graxos ômega-3, têm mostrado suprimir a produção de substâncias pró-inflamatórias.

Um outro benefício da sardinha para a cicatrização, é o que o peixe é fonte de proteínas, as quais ajudam na reconstrução da pele.

O cálcio igualmente é encontrado em boas quantidades na sardinha e a sua ingestão ajuda na recuperação de fraturas.

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Quem tem lesão, também precisa de consumir a vitamina D, que ajuda o cálcio a ser melhor absorvido pelo corpo e entrar nos ossos.

Além disso, níveis adequados de vitamina D no organismo, auxilia no combate a hipertensão arterial e no controle do peso.

Alguns alimentos ricos em vitamina D são a sardinha, salmão, atum, gema do ovo, óleo de fígado de bacalhau e leite integral.

Portanto, se conclui que a sardinha contém compostos que facilitam a cicatrização e não pode ser considerada um peixe remoso.

Contudo, o alimento não deve incorporar a dieta de quem é alérgico ou intolerante ao peixe, já que a ingestão pode gerar reações adversas.

No entanto, para o público em geral, o consumo adequado da sardinha oferece importantes nutrientes ao corpo.

Quais peixes são considerados remosos?

De acordo com uma pesquisa feita por Rui Sérgio Sereni Murrieta, no Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências/USP.

Os peixes popularmente considerados como remosos, são por exemplo, o surubim, piaba, filhote, mapará e pirarara.

Assim como espécies como a pescada, curimatã, tucunaré amarelo, jatuarana e acari estão passiveis do termo.

Quando a sardinha é remosa?

O modo de preparo do peixe, torna o alimento menos saudável, já que a fritura está associada a inflamação, por isso, é sugerido grelhar ou cozinhar os alimentos.

Uma outra questão, é o risco de contaminação por alimentos, em destaque para os peixes e frutos do mar.

Para evitar possíveis contaminações, é fundamental verificar a aparência, odor e consistência do pescado.

Bem como a higiene do estabelecimento onde é comercializado, manuseio e armazenamento correto.

Um pouco sobre a sardinha

A sardinha é um peixe originário da região da Sardenha, uma ilha que fica localizada no Mar Mediterrâneo. Ela costuma viver em grandes cardumes.

A única sardinha em toda a Península Ibérica a receber o certificado de qualidade, é aquela pescada na costa portuguesa.

Ela é conhecida por ser um peixe rico em ômega 3, uma gordura essencial para o coração. Fora que também apresenta mais cálcio que o próprio leite e possui também vitamina D.

O peixe pode tanto ser consumido naturalmente, quando enlatado, e também existe a farinha feita de sardinha.

Referências: