Tambaqui é Remoso? – A resposta você confere aqui!

Muitas pessoas não têm o hábito de consumir pescados, às vezes, devido ao preço ou até mesmo pelo sabor, que não agrada.

No entanto, será que todos fazem bem para a saúde e podem ser consumidos em qualquer ocasião? 

Nesta leitura, vamos saber se o tambaqui é remoso ou não, e se é uma opção saudável após cirurgia, tatuagem ou quando temos algum ferimento em fase de cicatrização.

Em qualquer contexto, a má alimentação é sempre prejudicial, mas durante o processo de cicatrização, o cuidado precisa ser ainda maior.

Por isso, os alimentos com substâncias pró-inflamatórias precisam ser evitados na dieta para ajudar na recuperação.

Portanto, a seguir vamos conhecer quais os benefícios e os cuidados necessários para o consumo do peixe tambaqui.

Conhecendo o tambaqui

O tambaqui, cujo nome científico é Colossoma macropomum, é conhecido também como pacu vermelho. Ele é um peixe de água doce e possui escamas, distribuído principalmente na região Norte do Brasil.

Segundo a Embrapa, por possuir características zootécnicas que favorecem o seu manejo. É possível encontrá-lo nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Tornando-se a espécie nativa mais cultivada no país.

O tambaqui é remoso ou não?

No dicionário aulete, remoso significa aquilo que faz mal à saúde e causa pruridos, podendo prejudicar a cicatrização de uma ferida, cirurgia ou tatuagem. 

Segundo um estudo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), um peixe é considerado remoso quando há ausência de escamas, ou seja, peixe de couro (pele) e sua dieta é carnívora, detritívora e onívora. 

O tambaqui não é remoso, pois é um pescado que contém escamas e sua alimentação, quando criado em cativeiro (tanques), é baseada em ração formulada à base de vegetais.

Já o tambaqui de rio, no período das cheias, alimenta-se de frutos e sementes, além de macrófitas, insetos, algas, moluscos e peixes menores. Porém, estes últimos com uma frequência menor.

Além disso, o tambaqui é um peixe que possui gorduras saudáveis ​​que ajudam a combater a inflamação.

O tambaqui contém ômega 3 que possui ação anti-inflamatória.

Para o pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), André Moreira Bordinhon. O tambaqui contém ácidos graxos poli-insaturados essenciais para a saúde, como ômega 3 e ômega 6.

Vários estudos mostram que o ômega-3 é uma gordura com ação anti-inflamatória, podendo ser benéfico para a cicatrização da pele.

Isso porque esses ácidos graxos reduzem a produção de substâncias no corpo que estimulam a inflamação. (1) (2)

Uma pesquisa que buscou identificar os peixes da região oeste do Pará que mais possuem ômega 3, apontou o tambaqui como campeão, seguido do pacu, aracu e o apapá.

Além do ômega 3, outro benefício do tambaqui é devido ser rico em proteínas, elas ajudam no emagrecimento e são essenciais para uma boa cicatrização.

Contudo, em entrevista, Leonice Almeida, nutricionista, diz que para aproveitar os benefícios dos peixes, é melhor consumi-los grelhados ou cozidos.

Por isso, quem fez procedimento cirúrgico, tatuagem ou colocou um piercing, o tambaqui é uma boa fonte de proteínas e gorduras boas que ajudam a acelerar o processo de cicatrização.

No entanto, há algumas contraindicações em relação ao seu consumo, que é o caso de pessoas que sofrem com alergia ou intolerância alimentar a pescados.

Além disso, o modo de preparo, como o excesso de sal e de óleo na fritura, pode influenciar e torná-lo remoso, sendo prejudicial à recuperação pós-cirúrgica.

Benefícios do peixe

  • Previne doenças cardiovasculares;
  • Ajuda a controlar os níveis de colesterol;
  • É fonte de ômega 3, um ácido graxo essencial que ajuda a manter os níveis de triglicerídeos;
  • Possui vitaminas, minerais e proteínas essenciais para o organismo;

Como escolher o tambaqui na hora da compra

O peixe é um alimento muito delicado e, na hora de comprá-lo, é essencial considerar alguns fatores que mantêm a sua qualidade e procedência.

Por isso, listamos alguns cuidados e dicas para comprar peixe da maneira correta, garantindo sabor e saúde.

Estabelecimento de confiança

Procure um estabelecimento de confiança, higiênico e com uma estrutura adequada para o armazenamento dos pescados

Verifique a temperatura em que o peixe está armazenado, pois, quando comercializados frescos, precisam estar sobre gelo e em uma temperatura de -1 a 3°C.

Já os pescados resfriados precisam ser mantidos em uma temperatura máxima de 3°C, enquanto os congelados a no máximo -12°C, além da embalagem, que precisa estar bem fechada, sem nenhuma violação.

Esse local também deve ter o acompanhamento dos órgãos sanitários, como, por exemplo, Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Fique atento (a) às características do peixe

Ao comprar o peixe fresco, observe se a pele está inteira, brilhante, sem manchas ou cortes.

No caso de peixes com escamas, elas precisam estar firmes, brilhantes e bem grudadas na pele – se ao puxar e ela se soltar facilmente, descarte essa opção e procure outro peixe.

As guelras (brânquias) precisam ter uma cor avermelhada, sem nenhum líquido pastoso (muco).

Observe também os olhos do peixe, pois eles precisam estar brilhantes, com cores vivas e também ocupar toda a cavidade ocular.

Caso estejam afundados, esbranquiçados ou com uma cor cinza, evite a compra, pois está mal conservado.

Verifique também a textura da carne, que precisa ser firme e homogênea – pressione a barriga do peixe com o dedo e, caso faça uma marca, ela precisa “sumir” rapidamente.

Atente-se ao odor, que precisa ser característico do peixe, porém, suave.

Armazenamento em casa

Além dos cuidados na hora da compra do peixe, ao chegar em casa, também é necessário armazená-lo corretamente.

Por isso, no caso dos pescados refrigerados, é necessário mantê-los a uma temperatura de 2°C.

Já os congelados, precisam ser guardados no freezer e, quando for consumir, deixar descongelar naturalmente na geladeira.

Além disso, após descongelar o peixe, nunca congele novamente, pois, além de perder o sabor, pode sofrer alguma contaminação e causar uma intoxicação alimentar. 

Referências:

  • https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/986962/nutricao-e-alimentacao-do-tambaqui-colossoma-macropomum
  • http://200.128.85.17/bitstream/123456789/1756/1/TCC%20Emilly%20FINAL%20entregar%20Mariana%20Cd.pdf
  • https://www.scielo.br/j/cta/a/YTkrPmnNdMhwMmLZzzRt7gD/?lang=en
  • https://www.grupoaguasclaras.com.br/tambaqui-e-pirarucu-entre-os-peixes-com-maior-valor-nutricional
  • https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/46235
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