Peixe é remoso? | Veja e entenda.

Há uma crença que o alimento remoso inflama a ferida e atrapalha o processo de cicatrização, seja por uma cirurgia ou tatuagem, muita gente evita esse tipo de comida durante a recuperação.

Neste post, vamos saber se peixe é remoso ou não, e quais os cuidados que devemos ter com os pescados.

Acompanhe!

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Então, peixe é remoso?

Em geral, os peixes sem escamas como bagres, arraias e enguias são considerados remosos, por exemplo, o mandi, mapará, pintado, barbado, piracatinga, piraíba, surubim, jaú e jandiá.

Além desses, o pacamã, filhote, caçonete, piramboia, coroatá, moréia e pirarara.

Estudos também revelam que peixes agressivos como a piranha, são vistos como remosos pela população.

O mesmo vale para os peixes detritívoros como cascudo, pois possuem dieta associada a detritos orgânicos, onde há bactérias e toxinas.

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Segundo, Unesp – Campus de Rio Claro, certas toxinas são destruídas pelo cozimento do alimento, enquanto outras não.

Contudo, a ciência mostra que o peixe é principalmente “remoso” por falta de higiene no manuseio e a contaminação do lugar onde ele vive.

A seguir, confira quais não são remosos.

Peixe não remoso: tradição popular.

Corvina, bacalhau, manjuba, anchova, traíra, merluza, xaréu, mero, namorado, xerelete e aracu.

Do mesmo modo, o pacu, dourado, curimbatá, robalo, salmão, tambaqui, salmonete, truta, sardinha, tainha, cará, arenque e lambari.

Em suma, bagres ou peixes de couro são vistos como remosos, ao mesmo tempo, outras espécies possuem propriedades com ação anti-inflamatória.

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O salmão, truta, cavala e sardinha são ricos em vitaminas, minerais e proteínas que auxiliam no processo de cicatrização da pele.

Além disso, eles são fontes de ômega-3, cujos são gorduras boas que contem ação anti-inflamatória no corpo.

Por fim, vale apena ficar de olho no modo de preparo do peixe.

Isso porque estudos mostram que alimentos fritos têm efeito inflamatório em nosso organismo.

A alergia e intolerância ao peixe.

Foto ilustrativa: peixes benéficos
Imagem ilustrativa.

A alergia merece atenção, mas ela só ocorre em pessoas que já tem uma tendência genética, se você consome peixe com frequência e nunca teve uma reação adversa, talvez não precise se preocupar.

Ela é caracterizada por uma reação exagerada do sistema imune, causando coceira, rubor, inchaço, falta de ar e erupções na pele.

Além disso, as pessoas podem ter intolerância ao peixe, o que causa problemas, como diarreia e gases, por isso, ao consumir pescados e apresentar qualquer dos sintomas citados, busque ajuda médica.

Problemas de contaminação.

Uma pesquisa feita pela Embrapa, avaliou o risco à saúde humana pelo consumo de metais pesados achados em peixes marinhos nas cidades de Salvador, Aracaju e Maceió.

O estudo avaliou 12 espécies encontradas nas regiões citadas. Em Salvador, o bagre foi o segundo mais contaminado por arsênio.

Enquanto em Aracaju, o atum teve maior teor do metal. Já em Maceió, a pescada amarela e o dourado foram os campeões no quesito chumbo e cádmio.

O peixe pode estar contaminado com metais pesados e causar intoxicação.

As espécies marinhas com maiores riscos são;

  • Cação.
  • Peixe-espada.
  • Tubarão.
  • Arraias.
  • Maruca.
  • Espadarte.
  • Peixe-agulha.

Estudos sobre o peixe remoso: 

Os peixes sem escamas, agressivos ou com a presença de “esporão” constituem o grupo mais citado como remoso.

Foi o que mostrou uma pesquisa, citada “preferências e tabus alimentares entre os ribeirinhos do médio rio negro, Amazonas.

O trabalho revela a tradição popular ligada à proibições alimentares, em especial, durante a gravides, menstruação, ferimentos e lactação.

Já outro estudo feita pela Universidade Federal do Pará-UFPA, tentou achar uma possível relação entre a ingestão do peixe sem escama e o aumento da inflamação.

O resultado mostrou que ratos que consumiram pele de mapará tiveram maior inflamação, se comparados com aqueles que ingeriram pescada branca.

Contudo, mais trabalhos são necessários para confirmar esses achados iniciais, disseram os cientistas

Veja outros cuidados com o pescado.

Escolha somente o peixe fresco ou congelado, além disso, o local de venda deve ter boas condições de higiene e armazenamento.

No geral, o pescado fresco tem olhos brilhantes e claros, preenchendo toda a cavidade.

Porém, o estragado tem olhos opacos, acinzentados e tem cheiro forte.

Outro cuidado é em relação às guelras do peixe, já que elas devem ser bem vermelhas e não rosadas ou cinzas.

Além de tudo, verifique a procedência e evite comer frutos do mar cru ou mal cozido.

Receita da sardinha cozida

Fazer sardinha cozida é super fácil e gostoso! Você só precisa de sardinhas frescas, sal, pimenta, alho, cebola, tomate, azeite e vinagre. Aqui vai o passo a passo:

Tempera as sardinhas com sal, pimenta e alho.

Coloque elas numa panela com água fervente e deixa cozinhando por uns 15 minutos.

Enquanto isso, numa frigideira, refogue a cebola com azeite até ela ficar douradinha.

Jogue tomate e vinagre na mistura da cebola, cozinhando até virar um molho.

Tira as sardinhas da água e adicone o molho por cima.

Prontinho! Agora é só curtir sua sardinha cozida com esse molho delicioso. Bom apetite!

Marianne Rocha – Nutricionista

Revisão: Marianne Rocha. Nutricionista Mestra em Ciências – FSP/USP Pós-graduanda em Nutrição Esportiva – CEFIT

As fontes incluem:

Referências bibliográficas
  • Mercury in fish – betterhealth.vic.gov.au
  • Risks of Mercury in Fish – WSU Extension
  • Peces detritívoros – Animales y biología
  • Quick-start guide to an anti‑inflammation diet – Harvard Health
  • Tabus alimentares em medicina – https://repositorio.ufpa.br
  • Foods that fight inflammation – Harvard Health


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