Sardinha é Remoso? | Confira Bem Aqui!

sardinha engorda

Remoso é uma expressão que indica alimentos que podem gerar reações adversas no organismo. O tema envolve vários alimentos, uma dúvida é se também a sardinha é remoso (carregado)

Contudo, para sabermos a resposta, antes é necessário entender o conceito por trás dos alimentos remosos, a seguir, conheça mais sobre esses alimentos.

O que são os alimentos remosos?

Falando de um modo resumido, um alimento classificado como remoso, é conhecido por provocar inflamação, coceira e dificultar a cicatrização da pele.

Portanto, deveria ser evitado na dieta de quem fez cirurgia, tatuagem ou tem algum machucado.

No entanto, o conceito de remoso não possui embasamento científico, sendo algo condizente com a sabedoria dos antigos.

Por não possuir fundamento na ciência, não há também uma lista oficial com os alimentos que sejam remosos.

O que a cultura popular tem como remoso, em sua grande maioria são alimentos de origem animal, como camarão, caranguejo e a carne de porco.

A ciência entende que esses alimentos são potenciais causadores de alergia alimentar, mas somente são capazes de gerar reações em determinadas pessoas.

Afinal, a sardinha é remoso?

Os maiores riscos no consumo estão relacionados a problemas de alergia, intolerância alimentar e contaminação.

No entanto, a sardinha não é remoso desde que o consumidor não seja alérgico ou intolerante ao peixe.

Para evitar possíveis contaminações é preciso verificar a aparência, odor e a consistência do pescado.

No caso do peixe enlatado é recomendado nunca ingeri-lo com o prazo de validade vencido.

Já o peixe fresco deve ter escamas presas ao corpo, olhos brilhantes e não ter odor muito forte.

Além disso, é preciso conservá-lo sob refrigeração adequada e manter a higiene no manuseio, preparo e armazenamento.

Com estes cuidados, o consumo da sardinha é saudável, pois ela é fonte de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais como ômega 3.

Aliás, o ômega 3 possui ação anti-inflamatória e assim contribui para a cicatrização da pele.

Segundo um estudo publicado pelo portal de saúde Mayo Clinic, os ácidos graxos ômega-3, têm mostrado reduzir a produção de substâncias pró-inflamatórias no corpo.

Outro benefício da sardinha para a cicatrização, é devido ser fonte de proteínas, um nutriente importante para a cicatrização da pele.

O cálcio também é encontrado em boas quantidades no peixe, este mineral é essencial para recuperação de fraturas.

Além disso, a sardinha é fonte de vitamina D, que ajuda o cálcio a ser melhor absorvido pelo corpo e entrar nos ossos.

Inclusive, os níveis adequados de vitamina D no organismo ajuda no combate a hipertensão arterial e no controle do peso.

Além da sardinha, o salmão, atum, gema do ovo, óleo de fígado de bacalhau e leite integral são fontes da vitamina.

Portanto, se conclui que a sardinha não é remoso devido aos seus inúmeros compostos que facilitam a cicatrização.

Contudo, o peixe não deve incorporar a dieta de quem é alérgico ou intolerante, já que a ingestão pode gerar reações adversas.

Quais peixes são considerados remosos?

De acordo com uma pesquisa feita por Rui Sérgio Sereni Murrieta, no Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências/USP.

Os peixes considerados remosos, são por exemplo o surubim, piaba, filhote, mapará e pirarara.

Assim como espécies como a pescada, curimatã, tucunaré amarelo, jatuarana e acari estão passíveis do termo.

Quando a sardinha é remosa?

Dependendo do modo de preparo, o alimento pode se tornar menos saudável e inflamatório, como no caso da fritura.

Por isso, vale a pena grelhar ou cozinhar os alimentos. Outra questão, é o risco de contaminação por peixes e  frutos do mar.

Um pouco sobre a sardinha

A sardinha é um peixe originário da região da Sardenha, uma ilha que fica localizada no Mar Mediterrâneo. Ela costuma viver em grandes cardumes.

A única sardinha em toda a Península Ibérica a receber o certificado de qualidade, é aquela pescada na costa portuguesa.

Ela é conhecida por ser um peixe rico em ômega 3, uma gordura essencial para o coração. Fora que também apresenta mais cálcio que o próprio leite e possui também vitamina D e B12.

O peixe pode ser consumido in natura ou enlatado em óleo ou água, a qual contém menos calorias.


Revisão Marianne Rocha Nutricionista

Mestra em Ciências – FSP/USP Pós-graduanda em Nutrição Esportiva – CEFIT

Artigos Relacionados

Referências: