Manteiga é Remoso? | Entenda mais sobre o alimento

O assunto de hoje é uma delícia que não pode faltar na mesa do café da manhã, afinal, a manteiga deixa aquele pãozinho ou bolo muito mais saboroso.

Este produto lácteo comum na despensa de muitos brasileiros, também é motivo de dúvidas, afinal, será que manteiga é remoso?

Quem recentemente fez uma tatuagem ou colocou piercing, teme que algum alimento atrase a cicatrização da pele ou inflame o ferimento.

É comum amigos ou familiares advertirem sobre os alimentos remosos, segundo o dicionário, o termo remoso é tudo aquilo que tem reima, faz mal ao sangue, bem como também define pessoas de mal gênio.

Em geral, essa expressão popular está associada aos alimentos com alto teor de gordura, assim como abrange o camarão, a carne de porco e até o chocolate.

A restrição ao alimento remoso, existe porque se acredita que a ingestão possa provocar na pele, reações como coceira, inflamação e assim dificultar o processo de cicatrização de um ferimento.

Afinal, a manteiga é um alimento remoso?

Considera-se um alimento remoso, quando em sua composição existem substâncias com ação pró-inflamatórias ou alergênicas.

É importante destacar, que a alergia alimentar acontece quando o organismo identifica uma substância no alimento e assim ativa uma resposta imunológica, provocando reações, como;

  • Inflamação
  • Urticarias
  • Vermelhidão
  • Coceira 
  • Falta de ar entre outros

Embora alergia a produtos lácteos seja comum, uma reação adversa ao consumo da manteiga ou qualquer laticínio, só ocorrerá em pessoas alérgicas, intolerantes ou sensíveis.

Se você não é intolerante ou alérgico a manteiga, provavelmente não terá problemas no consumo.

No entanto, muitos associam a manteiga como um alimento remoso, devido a ser um produto processado e com alto teor de gordura saturada.

Segundo as informações nutricionais nas embalagens das principais marcas de manteiga, observa-se que 50% das gorduras no produto são saturadas.

De acordo com Eric Rimm, professor de epidemiologia e nutrição na Harvard TH Chan School of Public Health, alguns alimentos estão associados na promoção de inflamação no corpo.

Eric, explica que tanto o açúcar quanto a gordura saturada nesses alimentos, podem promover a inflamação no organismo.

O professor chama a atenção para os alimentos que denomina como pró-inflamatórios, como o sorvete, manteiga, carnes processadas, queijo, doces e molho de tomate.

Vale registrar, que esses produtos devem ser consumidos com moderação, devido às altas concentrações de sódio, açúcar, gordura saturada e aditivos alimentares como conservantes.

Além do efeito inflamatório, o excesso dessas substâncias no corpo, pode elevar os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes, problemas renais entre outros.

Com relação se a manteiga é remoso, o equilíbrio nas quantidades e a avaliação de seu médico e nutricionista frente a questão, é fundamental para o consumo de forma saudável.

Embora existam alimentos com ação inflamatória, a boa notícia, é que também se encontra aqueles com o efeito oposto, ou seja, anti-inflamatórios, então vamos conferir quais são?

Alimentos que ajudam na cicatrização da pele

Uma dieta anti-inflamatória traz benefícios não apenas na cicatrização da sua pele, mas para o corpo todo.

Embora a inflamação seja parte do processo de cicatrização, ela pode ocorrer de forma persistente e assim ser prejudicial.

Contudo, de acordo com o canal de notícias médicas, o Medical News Today, evidências científicas mostram que a alimentação pode auxiliar contra a inflamação.

Na publicação, foi relatado que as frutas e os vegetais frescos são saudáveis, pois seus antioxidantes auxiliam no combate à inflamação e até reduzem os riscos de alguns tipos de câncer.

O destaque fica para as frutas de cor vermelha, como morango, amoras, cerejas e mirtilos. Já os vegetais de cor verde-escuro, como a couve, brócolis e o espinafre também são importantes.

As informações também associam os alimentos que contêm ácidos graxos como ômega 3 na redução de proteínas inflamatórias no organismo.

Em geral, as gorduras ômega 3, são naturalmente encontradas em peixes como o salmão e a sardinha, assim como estão em diversos outros alimentos, como a linhaça e a chia.

Além dos peixes, vegetais e as frutas, a dieta anti-inflamatória é composta por carnes com baixo teor de gordura, probióticos e grãos integrais.

Estes alimentos carregam diversos nutrientes como vitaminas, minerais, gorduras boas e proteínas que ajudaram na reconstrução dos tecidos lesionados.

Além disso, a dieta anti-inflamatória, deve ser livre de alimentos preparados fritos, já que se considera mais saudáveis aqueles crus ou moderadamente cozidos.

Considerações finais

O processo de cicatrização da pele ocorre em fases, envolvendo mecanismos que visam a restauração dos tecidos lesionados.

Embora inúmeros fatores influenciem no tempo deste processo, o acompanhamento médico e a dieta prescrita por seu nutricionista são fundamentais neste curso.

De fato, a manteiga assim como outros alimentos podem ser rotulados como remosos, caso você tenha alergia ou intolerância a algum componente da manteiga.

No entanto, antes de colocar qualquer alimento como vilão ou amigo da dieta, a opinião de um profissional da área da saúde deve sempre ser considerada.

Os hábitos alimentares, níveis de atividades físicas e a condição de saúde do consumidor, são fatores muito importantes nas escolhas alimentares.

Esperamos que tenham gostado da matéria de hoje, nós vamos ficando por aqui e até à próxima!

Revisão Geral  Dra. Marianne Rocha

Referências:

  • https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/quick-start-guide-to-an-antiinflammation-diet
  • https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/know-the-facts-about-fats
  •  American Journal of Clinical Nutrition
  • https://www.medicalnewstoday.com/articles/320233